Acaso houvesse a necessidade de dar a este espaço virtual uma música que lhe servisse de hino, uma especie de rosto em pauta musical, esta era a música e a banda. Sempre gostei de Matchbox Twenty. Digamos que são uma banda rock, sem as manias de estrelas de rock. E nesta música suplantam-se, de uma música de desencanto, fazem uma espécie de resumo da matéria dada.
É importante mudar o mundo se não consegumos mudar-nos a nós mesmos?
Para onde vamos, se não temos ninguém para dizer adeus?
É aquela velha questão do ter mais olhos que barriga. Queremos as grandes causas, mas esquecemo-nos das pequenas questões...
E depois o Video tem aquela imagem encantadora do senhor a enfrentar um tanque de guerra em Tienamen (China) com dois sacos na mão, e isso seria o bastante para colocar aqui estas imagens.
Tenham um domingo razoável, e fiquem com o hino do Allfynet!
Para que não restem dúvidas nas cabecinhas das pessoas, é importante dizer de uma vez por todas que: Qualquer mulher que se esforçe por demonstrar independência e autonomia, tendo por base uma carreira profissional de sucesso, que se enquadre num certo estilo de vida moderno, que ao jantar faça passar a ideia de que o compromisso estável é apenas uma consequência lógica e não um desejo absoluto, mas que fique infeliz pelo facto de não receber qualquer chamada, ou sms, ou email, ou pombo correio, ou sinais de fumo no “dia depois de”, apenas demonstra a sua incoerência. Esse é o exame mais fácil ao dispor do homem comum de hoje. As mulheres independentes seduzem-nos mas amedrontam-nos, porque nunca sabemos se no lugar de uma mulher verdadeiramente emancipada não está afinal uma caótica pessoa que não consegue conviver com os seus fantasmas, despreza a inteligência masculina, que não percebe que para o homem de hoje é mais fácil conhecer as desconexões entre discurso e prática do que aparentemente julga.

Rita Hayworth