Inquietante mesmo é esta coisa que anda por aí a crescer. Uma ilusão. Sem nos incomodarmos muito ao inicio, a paranóia começa a atingir níveis que, ou fazemos algo para acabar com ela, ou acabaremos mergulhados no obscurantismo miserável de sermos pouco menos que frustrações em forma de homens. Sim. Falo enquanto homem por via do maior ataque de que há memória à nossa condição masculina. Ou nós – os homens – nos unimos contra essa coisa que agora anda por aí a crescer na cabeça das senhoritas, ou dentro em breve seremos animais com o orgulho enjaulado no preconceito. A situação é grave. A situação requer uma acção em massa. A situação obriga a uma resposta clara e em força.
Falo naturalmente do fascínio que as adolescentes (a geração de mulheres do futuro) têm por essa aberração que dá pelo nome de Robert Pattison e faz de um adorável e delico-doce vampiro (Eduard Cullen) na triologia Twilight. O que cansa em tudo isto, é que o personagem que se lhe apegou às carnes, é tudo aquilo que as senhoritas desejam: Giro; Romântico; Atencioso; Fofinho e Vampiro! Elas acreditam que um artista que passa metade do tempo a passear os dentes caninos pelas jugulares alheias, é tudo aquilo que uma jovem donzela pode querer da vida. Se ele se deitasse com outras, se fosse um fanático do futebol, a coisa seria condenável, mas morder pescoços alheios já é desculpável. E tudo porque, ele as defende das maldades dos outros. E apaixonam-se. E querem um Robert Pattison e um Eduard Cullen na vida delas. Ele é a personificação do idílico romance em que as senhoritas atingem o estatuto de especiais de corrida, onde ganham a garantia de serem diferentes, mais acima, melhores. E nós, pobres mortais que usamos unicamente os caninos para esgaçar a bela costeleta de novilho – mesmo mal passada – somos apenas uns animais sem graça.
O problema não existiria se este artista não semeasse paixões entre as miudas de 15 anos mas entre as senhoras de 40. É que as miúdas de 15 anos, são as mulheres de 30 de amanhã, pelas quais todos os homens de 50 vão trocar as suas mulheres de 45. E isso é uma catástrofe.
Pois que fiquem sabendo. O Robert Pattison tem um cabelo que se percebe muito difícil de pentear, e segundo aquilo que é o gossip mais usual em Hollywood cheira mal. Sim. O Vampirinho deixa muito a desejar em matéria de higiene pessoal.
Por outro lado, faço um apelo a todos os produtores de Hollywood. Por favor façam uma triologia com a Shakira, a Beyoncé e a Marah Carey. Elas nem precisam de desempenhar o papel de vampiras ou sagazes super-heroínas. Basta que a trama das películas se desenrole no âmbito do desporto motorizado, e que a metade do filme existam cenas em que elas mostrem as maminhas no banco de trás do carro, admitindo que seria impossível uma cena lésbica entre a Beyoncé e a Mariah Carey no meio de um campo de futebol enquanto a Shakira fazia a dança do ventre e a esparregata. Se tal ocorrer, voltaremos a estar empatados. Elas perceberão que não têm nenhum Robert Pattison sentado no sofá da sala e ficarão contentes com isso, e nós continuaremos a perceber que Shakiras, Beyoncés e Mariahs Careys não existem para aí aos molhos e por isso é melhor não inventar, mesmo que continuemos a imaginar.