23.11.09

 

Eu – Mãe. Tens mesmo de arranjar uma moldura diferente para aquela fotografia que ali tens. É que não tem nada a ver com o resto!
Mãe – Ai filho, ERAS tão bonito quando eras mais novo.
Pai - Heheheh!
 
E pronto é assim numa conversa sobre decoração no lazy Sunday noon que percebemos de uma vez por todas que os nossos melhores dias ficaram estacionados algures entre o passado e o lá atrás!
publicado por V!tor às 08:54

22.11.09

Acaso houvesse a necessidade de dar a este espaço virtual uma música que lhe servisse de hino, uma especie de rosto em pauta musical, esta era a música e a banda. Sempre gostei de Matchbox Twenty. Digamos que são uma banda rock, sem as manias de estrelas de rock. E nesta música suplantam-se, de uma música de desencanto, fazem uma espécie de resumo da matéria dada. 

É importante mudar o mundo se não consegumos mudar-nos a nós mesmos?

Para onde vamos, se não temos ninguém para dizer adeus?

É aquela velha questão do ter mais olhos que barriga. Queremos as grandes causas, mas esquecemo-nos das pequenas questões...

 

E depois o Video tem aquela imagem encantadora do senhor a enfrentar um tanque de guerra em Tienamen (China) com dois sacos na mão, e isso seria o bastante para colocar aqui estas imagens.

Tenham um domingo razoável, e fiquem com o hino do Allfynet!

 

 

 

publicado por V!tor às 08:47

20.11.09

Para que não restem dúvidas nas cabecinhas das pessoas, é importante dizer de uma vez por todas que: Qualquer mulher que se esforçe por demonstrar independência e autonomia, tendo por base uma carreira profissional de sucesso, que se enquadre num certo estilo de vida moderno, que ao jantar faça passar a ideia de que o compromisso estável é apenas uma consequência lógica e não um desejo absoluto, mas que fique infeliz pelo facto de não receber qualquer chamada, ou sms, ou email, ou pombo correio, ou sinais de fumo no “dia depois de”, apenas demonstra a sua incoerência. Esse é o exame mais fácil ao dispor do homem comum de hoje. As mulheres independentes seduzem-nos mas amedrontam-nos, porque nunca sabemos se no lugar de uma mulher verdadeiramente emancipada não está afinal uma caótica pessoa que não consegue conviver com os seus fantasmas, despreza a inteligência masculina, que não percebe que para o homem de hoje é mais fácil conhecer as desconexões entre discurso e prática do que aparentemente julga.

publicado por V!tor às 09:21

19.11.09

 

Agressivo, um colega de profissão confessava-me a sua surpresa pelo facto de eu, ao longo do tempo, ter vindo a perder a paixão pela transformação. Ele lembrava-se ainda das primeiras reuniões em que estivemos e da minha veia bem inculcada que defendia a transformação da cidade como fórmula única de melhoria das condições de vida das pessoas. Continuando no mesmo tom, um misto de agressividade com desilusão, este meu colega mais velho, lente da verdade absoluta referia a minha distância da academia e dos “académicos”, a teoria, como a principal razão pelo facto de hoje eu estar mais comedido nos objectivos, mais titubeante nas revoluções que a cidade precisa. E ao seu lado, um conjunto de admiráveis, colegas acenavam com a cabeça. Todos mais velhos, todos mais sábios. Todos. Gosto pouco de ficar calado, mas desta vez usei do silêncio como arma. Lá dentro, depois do intervalo da reunião onde esta cena se passou enquanto se fumavam cigarros e se dava azo à bazófia da cátedra, apresentei final e formalmente as razões para que o plano que defendia fosse tão pouco ambicioso. Hoje a cidade já não tem paixão. Tem beleza, perfeccionismo, programação e até mesmo planeamento feito segundo as regras mais correctas que nos ensinam. Mas não tem paixão. As pessoas não se apaixonam por uma cidade em que somos números de porta e preço de um T3 duplex com as paredes de vidro. Hoje as pessoas, não se podem apaixonar por uma cidade que lhes rouba tempo para se apaixonarem por ela. Por isso, a grande transformação passa pelas pessoas que vivem dentro dos prédios e não pelas fachadas dos prédios que prendem as pessoas lá dentro. E isso é coisa que o urbanismo pode ajudar mas não pode resolver. E aí alguns perceberam a ideia de mandar pintar poemas nas fachadas dos edifícios, em vez de os criar segundo as práticas do bom gosto pós-moderno.
publicado por V!tor às 09:40

18.11.09

 

Hoje, em dia que se discute se vamos ou não ao campeonato do mundo de futebol, saí de casa com a clara intenção de hoje escrever aqui uma análise sociológica do povo português. Mas uma coisa a atirar para cima. Positiva. A falar bem de nós. Que galanteasse à volta das conquistas, aventuras e valentia do povo português. Afinal, precisamos hoje de ser um povo orgulhoso. Com garbo. Corajoso.
Na primeira passadeira, um carro estacionado bem no meio fez-me mudar de rumo, e logo depois a prova da presença física espalhada pelo chão em vários montinhos de vários cãezinhos e de seus “cuidadosos” donos, fez-me recuar, no caminho, e nas intenções.
Se calhar a análise sociológica a atirar-nos para cima, fica para outra altura.
 
Será que merecemos ir a um campeonato do mundo?
Seja ele do que for?
publicado por V!tor às 09:01

17.11.09

 

Colega – Ando para aqui a pensar que se calhar o meu problema com os homens sou eu!
Eu - …
Colega – Tenho de ser mais exigente!
Eu - …
Colega – E estar aqui a tomar café contigo não ajuda nada a isso!
Eu – Tens razão!
Colega - Pois tenho!
Eu - O teu problema com os homens és de facto tu!
Colega – Idiota!
 
publicado por V!tor às 08:53

16.11.09

 

Inquietante mesmo é esta coisa que anda por aí a crescer. Uma ilusão. Sem nos incomodarmos muito ao inicio, a paranóia começa a atingir níveis que, ou fazemos algo para acabar com ela, ou acabaremos mergulhados no obscurantismo miserável de sermos pouco menos que frustrações em forma de homens. Sim. Falo enquanto homem por via do maior ataque de que há memória à nossa condição masculina. Ou nós – os homens – nos unimos contra essa coisa que agora anda por aí a crescer na cabeça das senhoritas, ou dentro em breve seremos animais com o orgulho enjaulado no preconceito. A situação é grave. A situação requer uma acção em massa. A situação obriga a uma resposta clara e em força.
Falo naturalmente do fascínio que as adolescentes (a geração de mulheres do futuro) têm por essa aberração que dá pelo nome de Robert Pattison e faz de um adorável e delico-doce vampiro (Eduard Cullen) na triologia Twilight. O que cansa em tudo isto, é que o personagem que se lhe apegou às carnes, é tudo aquilo que as senhoritas desejam: Giro; Romântico; Atencioso; Fofinho e Vampiro! Elas acreditam que um artista que passa metade do tempo a passear os dentes caninos pelas jugulares alheias, é tudo aquilo que uma jovem donzela pode querer da vida. Se ele se deitasse com outras, se fosse um fanático do futebol, a coisa seria condenável, mas morder pescoços alheios já é desculpável. E tudo porque, ele as defende das maldades dos outros. E apaixonam-se. E querem um Robert Pattison e um Eduard Cullen na vida delas. Ele é a personificação do idílico romance em que as senhoritas atingem o estatuto de especiais de corrida, onde ganham a garantia de serem diferentes, mais acima, melhores. E nós, pobres mortais que usamos unicamente os caninos para esgaçar a bela costeleta de novilho – mesmo mal passada – somos apenas uns animais sem graça.
O problema não existiria se este artista não semeasse paixões entre as miudas de 15 anos mas entre as senhoras de 40. É que as miúdas de 15 anos, são as mulheres de 30 de amanhã, pelas quais todos os homens de 50 vão trocar as suas mulheres de 45. E isso é uma catástrofe.
Pois que fiquem sabendo. O Robert Pattison tem um cabelo que se percebe muito difícil de pentear, e segundo aquilo que é o gossip mais usual em Hollywood cheira mal. Sim. O Vampirinho deixa muito a desejar em matéria de higiene pessoal.
Por outro lado, faço um apelo a todos os produtores de Hollywood. Por favor façam uma triologia com a Shakira, a Beyoncé e a Marah Carey. Elas nem precisam de desempenhar o papel de vampiras ou sagazes super-heroínas. Basta que a trama das películas se desenrole no âmbito do desporto motorizado, e que a metade do filme existam cenas em que elas mostrem as maminhas no banco de trás do carro, admitindo que seria impossível uma cena lésbica entre a Beyoncé e a Mariah Carey no meio de um campo de futebol enquanto a Shakira fazia a dança do ventre e a esparregata. Se tal ocorrer, voltaremos a estar empatados. Elas perceberão que não têm nenhum Robert Pattison sentado no sofá da sala e ficarão contentes com isso, e nós continuaremos a perceber que Shakiras, Beyoncés e Mariahs Careys não existem para aí aos molhos e por isso é melhor não inventar, mesmo que continuemos a imaginar.
publicado por V!tor às 09:24

15.11.09
publicado por V!tor às 09:21

13.11.09

 

O "El Bulli" abrirá pela primeira vez em 25 anos durante o período de Outono. Ferrand Adriá, fará da trufa branca o elemento estrela desta ocasião. No entanto ao contrário do que se supunha, a trufa branca não será servida como ingrediente central de um prato confeccionado. Tive a oportunidade de ouvir Ferrand a propósito destes e de outros acontecimentos, e se me fascinava a personagem que enquanto cozinheiro foi galardoado com um prémio de mérito pela Faculdade de Belas Artes de Barcelona, mais fascinado fiquei pela simplicidade, e até ironia, com que Adriá desconstrói o luxo. Vamos por partes. Para quem não saiba ainda, o "El Bulli" é considerado por muitos dos entendidos como o melhor restaurante do mundo. Ferrand, cozinheiro chefe e proprietário, é também ele considerado como o melhor cozinheiro do mundo, sendo que alguns gourmets dizem-no mesmo o melhor de sempre, o que pode ser um exagero. Algumas das pessoas que já provaram as suas criações (pratos) acham ser uma experiência única, não sendo poucos aqueles que comparam os paladares servidos por Adriá e equipa a uma experiência sexual(!!). Feito este enquadramento vamos então à desconstrução do luxo. A trufa branca é um fungo, um cogumelo vá, que de tão raro chega a ser leiloado por somas na ordem dos milhões de euros, dependendo da sua origem e tamanho. Este fungo, é assim um luxo apenas acessível a certas bolsas. Pois que Ferrand Adriá servirá o cogumelo como aroma num copo, e deverá ser o acompanhamento aromático e olfativo dos pratos da carta que forem escolhidos. Ou seja, come-se uma coisa, e cheira-se a trufa. No final, o cliente poderá comer a trufa, mas perceberá – segundo aquilo que foi descrito pelo cozinheiro – que afinal esta “iguaria” não tem um paladar assim tão especial. Fascinante. Este homem vive do luxo, dir-se-ia mesmo, rodeado do luxo, mas numa só penada reduz o luxo a uma mera circunstância. Esta fascinante personalidade - que entre outras coisas diz que gosta de um tipo de rebuçados ingleses, que os britânicos usam como produto medicinal para a tosse, tal o seu travo amargo e desconfortável - dá ao luxo a relevância que este deve ter contrariando a ideia de que o que é incomum, o inacessível é luxo. Ora, e ainda no tema, um dos meus luxos passa por comer uma tarte de maçã aquecida com gelado de baunilha. Esta sobremesa é sempre igual e custa 2.5€ num restaurante cá da cidade, e poderei comê-la todos os dias, desde que o restaurante não esteja encerrado para descanso. O cozido à portuguesa feito pela minha mãe, ou a sopa de abóbora, são luxuosas e não me custam mais do que um agradecimento fervoroso no final da refeição. Por outro lado um Bentley ou um Maseratti são considerados carros de luxo, em virtude de serem inacessíveis, apesar de se os estacionarmos em Lisboa pagarmos exactamente o mesmo de parquímetro que aquilo que pagamos por um Fiat 600. Nesta sociedade de hoje, inquieta-me a frivolidade que nos leva a não perceber que o luxo não se mede pela dificuldade de acesso a algo, mas sim pela possibilidade de convívio com o que queremos e gostamos. Tranquiliza-me, ainda assim, o facto de existirem personalidades que no meio do luxo, conseguem ser vozes alternativas, que introduzem o tema numa perspectiva diferente abordando um luxo como apenas uma criação para medir as diferenças sociais, e não como uma definição de bom gosto. Acho que se todos o víssemos assim, acabaríamos por perceber – de facto – o significado da palavra “simples” e deixaríamos de usar “luxo”.
publicado por V!tor às 09:05

12.11.09

 

 

Rita Hayworth

 

Porque não se pode datar, a beleza – felizmente - nunca será uma questão de moda!
Pena que por estes dias as pessoas se vão esquecendo cada vez mais disto, e se deixem seduzir pela ideia de que beleza é imagem, é um momento. Não é. Beleza é tudo aquilo que podemos admirar mesmo à distância do tempo.
Sobretudo à distância do tempo!
 
publicado por V!tor às 08:28

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